Tá chegando!

Os últimos dias foram tão intensos, tensos, ansiosos, corridos, que já pensei em tantas coisas sobre a iminente chegada do dia da minha viagem.

Eu costumo lembrar de coisas da minha vida de acordo com o lugar onde estava morando ou o colégio onde esudava. É o que geralmente me permite lembrar que idade eu tinha quando tal coisa aconteceu. Desde que vim pra Itália, minha vida pode ser dividida entre o meu primeiro e segundo ano de Itália. O primeiro, que na verdade durou 10 meses; e o segundo, que durou 1 ano e 3 meses.

E como foram anos diferentes! O primeiro foi o ano da novidade, das primeiras-várias-coisas, do estranhamento ao novo, da Junia (a irmazinha que eu adotei e me adotou), do Andrea (xará que parecia legal mas se revelou um chatovski) , do calote do fdp do Giorgio (meu primeiro quarto), da Clara (taiwanesa que morava comigo no Giorgio), da Mimosa (a louca que me alugou o segundo quarto), do Claudio (nosso tiozinho-avozinho que foi quase uma bênção, alugou o terceiro quarto), de Londres, Dublin, Paris.

O segundo foi o ano da Taryn, da Daiana, da Ana, da Carol; do Gaba, Javier, Walter e Rodrigo. São os brasileiros que passaram a fazer parte da minha vida de alguma forma. Também foi o ano da Selvaggia, do Iljà, Ottavia, Federico, Paolo, Slim, Jacopo, Ming, Rodrigo, Marika, amigos eu ganhei graças ao couchsurfing (italianos, chinês, tunísio, argentino…); a Sara; Alessio, Stefania, os espanhóis Alice e Pablo, Lorena, Veronica, Mari, a francesa Magali, as erasmus francesas Alexie, Marie-Pauline, Lolita, a californiana Julia. Foi o ano do meu trabalho, os colegas do restaurante ao lado que viraram colegas de trabalho. O calabrês burro metido a espertão Antonio, a sérvia Feiosa, as fofas Tamara (milanesa) e Valentina (abruzzesa) que moraram comigo. A querida Rosa, o Lorenzo e o dog Klaus. Foi o ano de voltar a morar no centro e saber que não quero mais sair de lá. Tive meu primeiro e único hóspede pelo couchsurfing, o potiguar Marcel, e fiquei hospedada pela segunda vez com o Alex na casa dos Daniéis, os 2 franceses que nos receberam em Paris. Conheci Genebra, Zurique, Milão, uma praia de Livorno, conheci Bologna com a minha irmã Amanda que veio me visitar.

Aprendi mais sobre outras culturas, inclusive brasileira: a Ana é gaúcha, a Carol é de Floripa, a Daiana é mineira, a Mari é de Recife, o Marcel era do Rio Grande do Norte.

Conheci por acaso uma holandesa e um italiano que se conheceram no Brasil, fazendo intercâmbio. Ela não falava italiano, ele não falava holandês: a língua em comum deles era o português. Ela falava português com sotaque do interior de São Paulo, porque foi lá que aprendeu.

Fiz várias provas, estudei muito, passei em todas, algumas com nota baixa; mas também fui aprendendo a relaxar mais.

Agora tô no Brasil, curtindo cada pequena coisa que temos de melhor, e já sentindo falta de coisas que aqui são piores. Hoje por exemplo, comi um macarrão horrível com molho pronto com uma mussarela meia-boca. Faz parte. E quando eu voltar, vai ser uma nova fase. Na Itália, vai ser a última.

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Blog criado para contas as minhas aventuras em Florença, Toscana, Itália. Para quem ficou no Brasil poder viajar um pouquinho comigo, e eu com eles.

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