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Praia finalmente!

Foi em janeiro de 2009 a última vez que fui à praia. Dois anos e meio. Na Itália, nunca. Ano passado, fui pro Brasil em maio e voltei só em setembro, ou seja, perdi todo o verão e não deu pra conhecer nem o Mediterrâneo, nem o Adriático.

Era pra eu ter ido pra outra lugar, outra praia. Mas aconteceram algumas mudanças de planos e eu achei que ia ficar sem ver a praia como tinha imaginado. Aí o Davide veio me chamar pra essa festa que ia ter na Cala del Leone, organizada por um couchsurfer de Pisa. A praia fica em Livorno, litoral da Toscana.

A idéia era fazer uma festinha na praia, com comes e bebes, dormir lá em barracas ou sacos de dormir e depois ir embora. Eu fiquei um pouco insegura com esse esquema todo meio maluco, ainda mais indo pra um lugar que eu não conhecia com gente que eu não conhecia, tirando um ou outro com quem troquei 2 palavras. Acabei indo, o Davide falou que levava a barraca. E eu pensei “uma noite eu sobrevivo”.

Tinha que ir de trem até Livorno. Lá, um pessoal iria esperar a gente de carro, pra chegar até a praia. Acabamos tendo que esperar gente que vinha em trens que chegaram atrasados e fomos chegar na praia depois de escurecer (eram só 15 minutos de carro). O lugar tinha um acesso bem rústico, primeiro se descia uma escadaria de cimento, até chegar nas pedras, onde numa parte tinham sido talhados degraus, e os últimos metros tínhamos que brincar de escalar, usando as pedras como degrau mesmo. Ainda bem que tinha bastante gente com lanterna, no final deu tudo certo.

Aos poucos todo mundo foi se ambientando, comemos, bebemos, depois chegou um com violão, foi legalzim. Depois eu fui dormir, ou tentar, porque a gente só tinha a barraca e mais nada, e o chão era todo de pedrinhas. Dormi mal pra caramba, as poucas 4 ou 5 horas que dormi. De manhã ainda estava fazendo um friozinho, conversei com um pessoal que já estava acordado e acabei cochilando mais um pouco depois.

Acordei já com o calor do sol, coloquei biquini e fui aproveitar a praia. Teve gente que foi embora cedo, aos poucos as pessoas foram indo, e eu tinha que ver com quem iria voltar. Algumas pessoas legais que eu tinha conhecido no dia anterior tinham ido embora, alguns maletas ficaram, e aí apesar de ser um lugar bem bonito e tal, e estar adorando estar na praia, eu comecei a ficar meio entediada, se arrumasse com quem ir embora até iria. A maioria tinha se programado pra ir embora até meio-dia. No fim, acabei fazendo amizade com um cara e uma menina que tinham chegado tarde pra festa e iriam embora mais tarde. Acabei ficando com eles e depois voltamos, lá pras 14h. Foi a melhor coisa que eu fiz, foi ótimo. O Davide foi embora com o último grupo de maletas, não tinha levado roupa de banho.

Peguei o trem às 14h10 com uma menina turca que está fazendo au pair, e um maleta-master que por sorte resolveu ficar no outro vagão quase a viagem toda. Cheguei em Firenze, aquele calor de meio de tarde, ah que delícia. Eu pretendia ler meu livro, depois pretendia sair pra tomar sorvete, e acabei capotada na cama, por causa da noite maldormida.

Foi ótimo ter ido! Apesar de vários maletas, conheci gente legal, conheci algumas histórias. Entrei na água do mar Mediterrâneo. Tomei sol. Muito bom!

Também esfolei meu pé naquelas pedrinhas, porque no começo é como uma massagem, mas depois de um tempo seu pé começa a ficar machucado e começa a doer quando você pisa!

Cala del Leone, era aqui que eu tava

Mediterrâneo!!

Pedrinhas. Trouxe algumas.

E eu não falei do meu novo quarto!

Siimmmmm, mudei de quarto no mesmo apartamento. A Valentina foi embora para casar e eu fiquei com o quarto dela, que é bem maior que o meu antigo.

Além de ser o dobro de tamanho, ele tem a janela virada para a rua, o que é ótimo já que eu fico em mais contato com o mundo real. Meu outro quarto tinha a janela virada para os fundos de todos os outros prédios, então ficava silencioso demais. Fora isso, o banheiro e a cozinha são virados para o mesmo lado, então a única paisagem que eu tinha quando estava em casa era aquela. Agora posso ver um pouco de movimento, ouvir e ver as pessoas passando, e o melhor de tudo é o sol que bate direto na minha janela de manhã.

Mas o ser humano é um bicho estranho mesmo né? Nos primeiros dias eu fiquei até meio perdida, sem saber o que fazer com tanto espaço. Tive que me habituar ao barulho (tem só um pouco, mas já fez diferença) e à claridade (percebi que tenho que fechar a janela completamente porque o sol é tão forte que qualquer frestinha faz uma baita claridade).

Naquela semana, acordei antes do celular tocar quase todos os dias (provavelmente por causa do barulho e da claridade). Eu ficava ansiosa para ir pra casa curtir meu novo quarto, e quando entrava nele, logo em seguida me sentia perdida. Até mudei a posição de alguns móveis para deixar menos espaço vazio no meio (e já estou aqui pensando em mudar de novo, porque essa disposição ainda não me deixou satisfeita).

O aluguel é o mesmo, todos aqui pagam a mesma coisa, só que quem entra sempre pega o quarto menor e vai migrando conforme outra pessoa sai. O segundo menor quarto é o da sérvia e ela não quis ficar com o quarto da Vale (o dela, embora seja o segundo menor, é o único que tem sacada). Foi aí que eu peguei esse, que é o segundo maior. O do Antonio é o maior, deve ter uns 40 metros quadrados!

Ainda herdei da Vale essa cortina laranja fofinha, essa poltrona rosa de plástico e uma mesa de projeto, véinha mas que tá me servindo de mesa pra estudar, já que essa escrivaninha aí, embora seja gigante, é muito incômoda para ficar muito tempo, não tem altura para cruzar as pernas.

Dá uma olhadinha (droga de foto desfocada, mas vai assim mesmo)!





Nevou em Firenze!

Foi uma nevezinha fraca, de flocos bem pequenos. Mas para quem nunca viu neve, já é festa!

O Alex falou: “Tá nevando”. Precisou de alguns segundos para prestar atenção e perceber que aquelas gotinhas que vinham do céu estavam caindo meio devagar para uma garoa. Os flocos de neve maiores são tão bonitinhos que parecem de plástico!

De resto, só frio. Frio, frio, frio.

Eu e o Alex fomos no Cascine terça-feira. Ele comprou 3 blusas de lã e eu, uma, e ainda uma camiseta de manga comprida pra reforçar (ainda mais a 2 euros cada peça, vale a pena!). A cada semana, ponho mais uma peça de roupa debaixo do casaco. Já estou usando duas meias-calça por baixo da calça. O próximo passo são 2 cachecóis! hahahah

A gente TENTOU fotografar a neve... Quem sabe numa próxima.

Vasari: Vidas dos Pintores

Eu morri e fui pro Céu?

O começo de tudo

Por quê?
Porque Vasari foi o primeiro historiador da arte, por assim dizer. No século XVI escreveu esse livro, contando sobre a vida e obra dos principais artistas do duecento aos seus contemporâneos.

Foi a base para os estudos a esse respeito e também para muitas atribuições de obras não assinadas. Esses estudos vieram a ser complementados ou até corrigidos por historiadores posteriores, até os nossos tempos.

Brigadeiro

Acontece que a mãe do Andrea, que hospedou a gente em Nápoles, veio visitá-lo e então eles chamaram a gente (eu e Junia) para jantar na casa dele.

Passamos a ter a árdua tarefa de levar uma sobremesa brasileira. Pensamos em brigadeiro, mas como era domingo os dois mercados de produtos estrangeiros estavam fechados, então não conseguimos comprar leite condensado.

Ficamos o dia todo tentando ter outras idéias de sobremesas simples e baratas que não levassem leite condensado. A Junia pensou num doce de banana e esse passou a ser o plano principal.

Quando fomos até um mercado ver o preco da banana, por acaso achamos, adivinha o quê??? Sim, leite condensado! Descobrimos até que lá vendia tambpem guaraná Antarctica. 2 euros a latinha. Ficou pra próxima.

Voltando ao brigadeiro, procuramos um equivalente ao chocolate em pó (senão era Nesquik mesmo) e lá estava ele. O chocolate granulado foi fácil.

Cara, esse foi o melhor brigadeiro que eu já fiz ever! A Juni ajudou também. E inclusive fiz uma coisa que nunca faço: enrolar as bolinhas. Porque, quando não como simplesmente da panela e resolvo por em forminhas, eu não enrolo. Faço uma bolinha mais ou menos com a colher e jogo na forminha e só (para a indignação da minha vó heheh).

Ficou lindo, e o melhor, eles adoraram. A gente deu a receita para a mãe do Andrea. Será que ela vai fazer?

só por ser brigadeiro já é divino; com sabor de "casa" então, nossa... que delícia...

Uma quarta-feira em Pisa

Deinha em Pisa

Juro que não é cromaqui... O céu tava uma "coisa"! Sorte nossa...

Acontece que a Holly, amiga canadense da Junia, veio para a Itália para ficar 2 semanas. Aí elas inventaram de ir para Pisa e me chamaram.

E melhor ainda, eu não tinha aula! Mais perfeito, só se fosse de graça e de helicóptero com massagistas esperando na volta.

A gente pegou o trem por volta das 11h30. Uma hora de viagem no trem regional. O trem era OKzinho.

Da estação para a Piazza dei Miracoli, onde está tudo, foram entre 40 e 45 minutos de caminhada.

O que é “tudo”? Além da Torre Pendente, tem também o duomo de Pisa (a igreja), o Batistério, o Campo Santo (um cemitério medieval) e os dois museus principais (Museo dell’Opera del Duomo di Pisa e Museo delle Sinopie).

A primeira vista já impressiona. Não sei se é pela decoração arquitetônica rica em detalhes, se é porque é tudo “combinandinho” (eu não achei uma expressão menos povão para descrever bem que todas as construções da Piazza dei Miracoli têm o mesmo estilo heheh), se é porque o mármore é branquinho e parece tudo novo, ao contrário de algumas fachadas que estão cobertas de sujeira e poluição…

Como chegamos na praça já depois da uma da tarde, estávamos com fome e resolvemos comer os lanchinhos que levamos. Um pulinho até o mercado para comprar bebidas geladas e nutella pra mais tarde e lá estávamos nós, na grama verdinha da praça.

Comemos e fomos para a bilheteria. As meninas queriam subir na torre, mas desistiram depois de descobrir que custava 15 euros. As outras atrações não eram caras, acho que era 8 euros para ver todas elas. Como o que elas queriam mesmo era a torre, acabamos só entrando no duomo, que não paga nada. Antes, tiramos ainda várias fotos com a torre e depois mais um monte dentro e fora do duomo. É bem bonito mesmo, mesmo para quem tem ranço da Igreja Católica (ok, se você tem ranço vai ser um pouco mais difícil… eu tinha e precisei ir estudar história da arte para perdê-lo)…

A famosa Torre de Pisa
A história da torre é interessante. Ela foi construída para ser o campanário do sino do duomo. O solo dessa região era arenoso e ela começou a inclinar já nas primeiras fases da construção, no século XII, construção essa que teve uma série de interrupções por causa da inclinação que aumentava. Diz o meu guia impresso* que em 1284 a inclinação era de 90cm em relação à vertical. Em 1350, quando ficou pronta, era de 1,45m, e em 1990, de 4,5m. Foi quando fecharam para estudar e aplicar algumas medidas para que a torre não caísse de vez.

Os trabalhos foram concluídos em 2001 e hoje a torre tem a mesma inclinação que tinha em 1890. Dizem eles que essas medidas vão manter a inclinação pelo menos pelos próximos 300 anos. Veremos!

Na volta…
Tomamos sorvete, compramos cartões-postais, admiramos o por-do-sol e pegamos o trem de volta. E estávamos mortas.

Mais tarde eu fiz um chá de camomila e tomei com torrada com manteiga. Nham…

Fotos
Tem álbum aqui1 e aqui 2.

Palhinha de Pompéia

Deinha em Pompéia

Parco delle Cascine (ou Rá! Que venha o frio!)

Eu falei há um ou dois posts que o frio brabo que ficou por aqui por 2 semanas deu uma trégua. Os últimos dias foram bem mais agradáveis: ainda está friozinho, mas sem aquele desespero de tampar cada parte do corpo com alguma coisa de lã. E, melhor ainda, continuam fazendo lindos dias de sol.

Porém, a gente sabe que ele volta, então melhor estar preparada. Fui à feira que tem dentro do Parco delle Cascine, um famoso mercato (nome italiano para ‘feira de rua’) que acontece toda terça de manhã nesse parque. Eu ia na terça passada, mas o frio desgracento me amedrontou e eu confiei na previsão do tempo, que dizia que iria esquentar. Ainda bem!

Lá tem de tudo: tem frutas e legumes e outras coisas de comer, como no Brasil, assim como barracas de apetrechos de cozinha, mas isso não é o principal. O principal são as roupas super baratas, de malhas leves a casacos de inverno, além de acessórios, pijamas, lençóis e por aí vai…

Numa barraca de peças de 2 euro, eu comprei uma blusa grossa de lã com touca, um colete de lã e uma camiseta de manga comprida de algodão. Isso mesmo: cada uma por 2 euro!

Tem que garimpar? Um pouco. Tem muita coisa feia no meio daquelas bancas, mas se acha coisa boa.

Eu fui mesmo para procurar um casaco de lã, e já tinha gostado muito de um no Mercato de San Lorenzo (parênteses sobre San Lorenzo: é o mais famoso, porque fica bem no centro, e é aqui do lado de casa. Nesse, o principal são barracas de roupas e bolsas, mas tem calçados e echarpes também. Ah, é também onde tem a maior concentração de estrangeiros que trabalham aqui, muitos ilegais, e muitos brasileiros também). Esse casaco que vi em San Lorenzo custava 45 euro… achei meio caro pro meu budget e preferi esperar ir no Cascine. Foi o melhor que fiz. O mesmo casaco, lá, paguei 20!

Ainda antes desse, achei um outro casaco de outro tecido, mais comprido, também por 20 euro. Não acreditei! Saí de lá feliz da vida na minha bici, voando atrasada para a aula… Ainda tive que deixar as roupas em casa e pegar meu caderno.

Aí vai o testeumnho… Mais fotos aqui.

Parco delle cascine

A feira é dentro do parque.. tenho que voltar lá um findi qualquer! É bem gostoso!

Cascine - sacolas

Pode me chamar de sacoleira...

Fim de semana bão

Sabe, eu tenho uma coisa com a palavra “obrigação” que acho que só Freud explica.

Sim, eu tô estudando o que gosto, nem trabalhando eu tô ainda, mas que alegria que é quando chega o fim de semana! Na sexta-feira já dá aquele alívio, aquela sensação de liberdade, de posso-acordar-mais-tarde-amanhã, de não ter compromisso.

Ainda assim eu tô estudando bastante, e de segunda a sábado. Às vezes até de domingo (mas não sempre), às vezes até as nove e meia da noite (mas não sempre). Às vezes me encho o saco depois de horas estudando a mesma coisa e desencano. Por isso tento ir à biblioteca, onde é mais difícil eu dispersar.

Ontem de manhã, depois de tomar café, eu lavei roupa, inclusive lençóis e toalhas (eu vario o dia da faxina entre sexta, sábado e domingo). Estudei o resto do tempo e, no final da tarde, fui na casa da Junia pra gente ver filme e comer pipoca. Fizemos bruschettas com tomate também.

Domingo, geralmente, é dia de passeio. Tem dias que eu até tento estudar um pouco, porque tem coisa pra caramba pra estudar, fato, e o tempo livre que eu tenho não dá pra ler tudo que devia, fato. Mas pra dar uma relaxada e começar a semana com pique, a melhor coisa é fazer algo diferente.

Hoje meu “passeio” foi ir ao mercado, que é meio longe e tenho que ir de bicicleta, o que é ótimo, quando o pneu da bicicleta não está furado quando você vai sair, mas isso é outra história. Depois disso sim, fui à inaguração de uma casa de frios e laticínios que estava oferecendo degustação de vinhos e outras coisas deliciosas e caras de graça. Dica do nosso amigo do couchsurfing, David. Então eu pude conhecera famosa trufa (tartufo), brancas e pretas, em patê. Quando o cara viu que eu estava fotografando a trufa in natura, até me deu uma pra ver na mão.

Comi outras coisas, queijos e salames, e tinha outros embutidos mais nojentos dos quais prefiro não lembrar (porque sempre tem alguém perto perguntando como se faz e só de lembrar palavras como “cabeça do porco”, me vira o estômago). Tinha também pães pra acompanhar, e ainda um patê de ricota (mas não parecia) com mel (é!). Gostoso! Ah, e o vinho, claro.

E como tudo agitado por um couchsurfer, acabei conhecendo duas americanas, Marissa e Andrea (pois é..), depois uma francesa fofa, Eugenie, e uma russa, Katerina, que estava passando por ali e começou a conversar com a gente e ficou até o fim da noite.

O de cima é o preto e o de baixo, maior, é o branco.

O de cima é o preto e o de baixo, maior, é o branco.

Dá uma olhada no lugar... Ao fundo estavam os tiozinhos fatiando e servindo.

Dá uma olhada no lugar... Ao fundo estavam os tiozinhos fatiando e servindo.

Bici

Ah, a sensação de liberdade! Foi a primeira que me veio nos primeiros metros andados com a minha recém-comprada bicicleta (la bicicletta – os italianos costumam dizer também só bici). =)

Foi para um anúncio de “bicicletas recicladas” que eu liguei. Achei que era uma loja, mas não, na verdade era um cara que montava bicicletas com peças novas e usadas e vendia.

Perguntei como era o esquema e acabei indo encontrá-lo, porque ele estava justamente indo entregar uma bicicleta. Vi como era, achei legalzinha e “encomendei”. Ele me trouxe no dia seguinte.

É fofa! Ele meio que faz como a gente quer, e como eu falei que não podia gastar muito, ele colocou um “para-lama” (sei lá se é esse o nome em bicicleta) de plástico, não colocou o “bagageiro” atrás e assim foi…

Tem cestinho, uma luz que acende conforme a roda gira e buzina. Aqui a buzina é muito útil porque, como a gente anda bastante no meio dos pedestres, é bom pra avisar que está passando ou mesmo pedir passagem.

Não sei se já falei isso, aqui a bicicleta é um dos principais meios de transporte. Você vê todo tipo de gente andando de bicicleta como transporte mesmo: inclusive senhorinhas e engravatados.

Outra coisa que vale falar sobre as bicis aqui é que são muito roubadas. Isso faz a gente pensar duas vezes antes de comprar uma, é verdade. Daí que comprar uma nova é praticamente besteira, a meu ver. Por isso estava procurando uma usada, e olha estava difícil achar. A procura é maior que a oferta.

E como são muito roubadas, as usadas muito baratas em 100% das vezes são roubadas, e não tava me agradando muito a idéia de que eu poderia estar comprando uma roubada. Não é só idealismo não, é porque a minha pode ser a próxima.

Daí que o cadeado e a corrente são obrigatórios por aqui. E muito bom senso, porque quem rouba não se intimida com cadeado. Aqui no prédio tem um espaçozinho onde o povo deixa as bicicletas, e foi onde eu deixei.

É tão bom!!!!! Chego muito mais rápido nos lugares! Acabei andando pouco ainda. Ontem fui jantar na mensa (o bandeijão daqui) de bicicleta. Depois, em vez de voltar pra casa, fui dar uma volta! Que delícia! Daqui a pouco vou dar uma voltinha, porque o dia tá muito lindo hoje.

O negócio agora é torcer pra não ser roubada, pra poder vender depois.

...

Não é fofa? Eu nem escolhi a cor, era a que tinha.

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Blog criado para contas as minhas aventuras em Florença, Toscana, Itália. Para quem ficou no Brasil poder viajar um pouquinho comigo, e eu com eles.

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