Isso era o que eu devia ter escrito 1 semana atrás, quando eu realmente cheguei na Itália de novo. Mas foi correria, procura-casa, estuda-pra-prova, internet-que-não-funciona-sempre, aí eu não escrevi nada.
Dessa vez a vinda foi bem mais tranquila. Foi tudo: só minha mãe e o Alex no aeroporto, o fato de eu já saber o que me esperava e não aquele “caminho rumo ao completo desconhecido” que eu sentia que estava tomando da outra vez, o serviço da Swiss que foi muito melhor…
Eu cheguei aqui, já sabia o que fazer e pra onde ir. Tudo isso facilitou muito, mas nem por isso tudo foi fácil.
Desde lá foram muitas pernadas procurando quarto pra alugar, as incertezas sobre os quartos (o medo de deixar passar um quarto não tão bom e depois só achar bagulho), o lugar provisório (de novo) em que eu tô, as minhas coisas ainda dentro de mala, estudar pra prova que depois eu fui mal. Tem horas que bate um desânimo, uma solidão.
Eu sofri a distância do Alex, da minha família, sofri a ausência da Junia que era minha irmãzinha aqui e a gente se acostumou muito uma com a outra. Ainda sofro, mas nessas horas de desânimo essas coisas pesam mais.
Agora que eu já achei lugar pra morar e já fiz a prova, dá pra começar a me organizar. Só falta eu me mudar na sexta, pegar minhas coisas na casa do Claudio e dar um jeito no meu novo quarto, na minha nova casa.
Que coisa maluca isso. Dizer ao seu coinquilino que vai mudar de casa dá a mesma sensação que dizer ao seu chefe que está pedindo demissão. Você hesita, ensaia, pensa nas melhores palavras, posterga, até um momento que não dá mais.
A idéia de mudar de quarto existe há algum tempo, mas culminou com a vinda próxima do Alex pra cá. Eu comecei a achar que num quarto pequeno, num apartamento pequeno, as coisas iriam ficar desconfortáveis.
Comecei a procurar quartos que custassem ou a mesma coisa, mas que fossem maiores, ou pelo menos do mesmo tamanho mas mais barato (o que era possível). A Junia e a Clara (a taiwanesa que mora comigo) também estavam insatisfeitas com seus respectivos quartos, então outra idéia veio: a de alugarmos um apartamento nós três.
Até vimos alguns, mas é MUITO difícil achar apartamento, como em qualquer lugar, acho: que o preço entre no seu orçamento, a localização seja razoável (vejam que eu não disse “boa”), que aceite alugar para estrangeiros, que aceite alugar por 6 meses (as três vamos embora em junho), enfim. O maior agravante descobrimos depois: a maioria dos apartamentos para alugar só achamos em imobiliárias, e imobiliárias cobram 1 mês de aluguel de COMISSÃO. Diferente do depósito, que serve como garantia e você recebe de volta depois, seria um dinheiro que iria embora.
Cheguei à conclusão que pagar comissão para imobiliária, para alugar por 6 meses só, não valia a pena, mas isso dificultou muito a procura. Nesse meio tempo, sugeri outra coisa para a Junia: que a gente alugasse um apartamento de 2 quartos, sendo 1 singolo e 1 doppio, a Clara ficaria no singolo e nós duvidiríamos o outro e pagaríamos menos.
Daí que começamos a procurar também camera doppia para alugar e acabamos achando esse.
Oficialmente eu tinha que avisar com 2 meses de antecedência e o cara estava viajando. Não teve jeito, tive que ligar pra ele (depois da novela que foi decidir ligar) e foi tudo bem.
O porquê desse medo eu explico. Aqui é muito comum as pessoas alugarem ou sublocarem os quartos sem contrato, assim como pedir 1 ou 2 meses de aluguel como depósito, que é devolvido quando a pessoa sai. É algo quase inevitável, a gente não tem muita opção, então todo mundo que aluga assim tem um pouco de medo de que a pessoa invente qualquer motivo e não devolva o dinheiro, ou devolva só parte dele.
Esse tipo de relação baseado em confiança meio que faz parte da cultura deles, bem diferente de nós, o que faz que a gente fique ainda mais desconfiado. Mas em geral as pessoas não têm problema, não.
Agora preciso que alguém queira alugar aqui a partir de janeiro, que é quando mudo para o novo quarto. Mas dele eu falo em breve.
Explicando o que é:
O permesso di soggiorno é a permissão oficial do governo da Itália para a permanência dos estrangeiros no país. Aqui, para ficar mais que o tempo de turismo (3 meses), todo estrangeiro deve requerer esse documento. Resumindo, eles conferem a sua papelada, se necessário batem com outros dados, e te dão a permissão que dura X tempo e deve ser renovada quando vencida.
Bom, a primeira coisa que tenho a dizer é que, se você acha o Brasil burocrático, precisa vir à Itália para conhecer a VERDADEIRA burocracia. Se você mora em São Paulo, o Poupatempo vai parecer o paraíso, com tamanha organização e coerência no atendimento.
A segunda coisa é que, além da burocracia, os procedimentos não são bem explicados em lugar nenhum. E aos pobres turistas que não conhecem o esquema, nos resta pesquisar na internet. Fato é que uma busca no google vem um ou outro site e milhões de… blogs. Fóruns. Eu descobri muita coisa assim, mas o ruim é que nem sempre as informações são exatas ou verdadeiras.
Pois bem, uma coisa que tinha certeza era que, para pedir o permesso di soggiorno, eu tinha que me apresentar em até 8 dias úteis à Questura (delegacia de polícia aqui), no setor de atendimento a estrangeiros. Isso o próprio consulado de São Paulo tinha me dito, mas em 2006. Passei lá um dia para me informar melhor, mas não existe um balcão de informações. Se quiser perguntar qualquer coisa, deve pegar a senha geral de atendimento. O policial que fica na porta e me recomendou chegar às 7h da manhã, pois abria às 8h e a essa hora já tinha fila.
Na Questura – primeiro dia
De fato, cheguei às 7h e já tinha uma fila imensa e caótica. Consegue imaginar gente de todas as nacionalidades, incluindo aqueles chineses e adjacentes que não sabem o que é fila? Para meu alívio, a maioria das pessoas que chegaram depois fizeram fila atrás de mim e eu só esperei não ficar pior. Meio selvagem o negócio. Antes das 8h eles já abrem as portas e começam a distribuir senha, e às 8h começam a chamar.
Lá dentro o lugar fedia, aquele cheiro de gente que não toma banho e não sabe o que é desodorante, e eu só pensava na gripe suína! hahahah
Quando às 9h30 chegou a minha vez, fui aliviada com os documentos que o cara do consulado me deu e falou “estes você vai levar quando for pedir o permesso di soggiorno”. Ele olhou, perguntou se eu estava só com aquilo e falou que eu não tinha que estar lá. Que eu tinha que ter ido primeiro ao correio, que o procedimento começava lá.
No correio
Pois é. Eu dei azar de não ter achado nenhum site ou blog ou comunidade que dissesse que, já há algum tempo, o primeiro passo para pedir o permesso era ir ao correio, pegar o kit com formulários e lista de documentos, postar os ditos cujos, pagar lá mesmo as taxas (total de $72 euro + uma porrada de xerox, porque você tem que xerocar TODO o passaporte) e eles marcam um dia para você ir à questura.
Questura com horário marcado
Esperei chegar o dia 16 de setembro. O horário era 11h26 (???). Já tinham me falado que esse horário não vale de nada, então cheguei às 10h15, e dito e feito. Peguei senha. Quando, às 11h30 chegou a minha vez, ele apenas deu uma olhada rápida e me deu outra senha, para esperar em outro guichê. Não, ele não orienta, não confere se está faltando algo para você ir adiantando. Resumindo: a primeira hora que esperei foi apenas para trocar de senha.
Segundo guichê
No segundo guichê só tinha uma pessoa atendendo e cada caso demorava 10 a 30 minutos. Eu já estava há sei lá quanto tempo esperando, tinha umas 10 pessoas na minha frente na senha, quando ouço ele dizer para outro cara que quem tinha horário marcado tinha que esperar no guichê 14, do outro lado. Eu fui confirmar se era isso mesmo e perguntei por que nos tinham mandado pra aquele. A resposta: “É que meu colega, que fica no primeiro guichê, não sabia”.
Guichê 14
Lá fui eu pro guichê 14. Pra minha alegria tinha menos gente esperando e eram 2 guichês atendendo. Esperei mais um tempo e eu era a próxima a ser chamada, quando, às 13h45, vejo uma muvuquinha se formar e o atendente estava falando algo para as pessoas: que eles estavam fechando para o almoço e que nós deveríamos voltar ÀS 15h no guichê anterior (onde eu estava antes). Voltamos para lá na hora e o carinha de antes falou que era aquilo mesmo, que a gente poderia ir comer alguma coisa, e depois das 15h eles voltariam a chamar. Nessa hora vi que inclusive quem ESTAVA SENDO atendido eles pararam de atender para ir almoçar.
Voltando pro segundo guichê
Ok, fui comer um lanche, conheci uma croata muito legal, e voltei às 15h e tinham recomeçado o atendimento. Minha vez chegou às 16h05, ela falou do tal documento de saúde que faltava e eu mostrei o meu, explicando que se tratava de um acordo entre Brasil e Itália (e me perguntando por que raios ela estava fazendo cara de quem nunca tinha visto aquele papel). Ela levou minha documentação para dentro para ser analisada. Depois de uns 15 minutos ela me chamou de novo dizendo que estava tudo ok e me mandou para o último guichê.
O último guichê
Lá foi rápido. Esperei 2 carinhas que estavam na minha frente serem atendidos, depois só assinei um papel e deixei minhas 10 digitais e 4 fotos. Eles entregam pra gente um papel com a data para ir buscar o permesso (21 de outubro).
Saí de lá às 16h30, feliz por ter dado tudo certo, e todo o stress do dia todo e a ira da buRRocracia italiana passou. O pior que acho não é ter que esperar. Você leva um livro, fica numa boa. O problema é ver que o sistema simplesmente não funciona. São pouquíssimas pessoas para atender. É muita burrice fazer a pessoa esperar 1h, 1h30 para simplesmente trocar de senha. É muito desrespeito não fazer turnos e TODOS os (três) funcionários que atendem um setor irem almoçar ao mesmo tempo, obrigando o público a esperar. Gente que está perdendo dia de trabalho.
E o pior de tudo, é chegar a sua vez, depois de um dia inteiro, para descobrir que estava faltando algum documento que você não sabia que precisava porque foi mal-informado.
Mas uma coisa tenho que reconhecer. Todos foram muito educados.
E de outra, tenho certeza: não vale a pena chegar mega cedo à Questura, a não ser que você realmente não possa perder o dia todo. Da outra vez, cheguei às 7 e esperei 2h30 para ser atendida. Nessa, cheguei às 10h15 e chegou minha vez às 11h30.
Bom, eu fiquei um pouco traumatizada depois da última perda de oportunidade. Decidi que, se gostasse do próximo quarto que visse, pegaria ele na hora, mesmo se estivesse insegura ainda. E assim foi.
Na mesma rua do albergue, fui ver um quarto. O espaço era bonzinho, a janela grande deixava o quarto muito bem iluminado. Quem aluga é um cara que já mora aqui: o apartamento tem 3 quartos e ele aluga os outros dois. Não tem contrato, o que acabei achando bom, pra não ter tanto vínculo se eu quiser sair. Apesar disso, tive que pagar 2 meses de depósito – todos eles exigem isso, o que varia é o tempo, de 1 a 3 meses.
Pra driblar aquela insegurança, quando vim ver o quarto parei um minuto, tentei imaginar como seria, olhei todos os detalhes. Tive tempo para isso porque, enquanto eu estava aqui, duas meninas vieram ver também (como falei, tinha 2 quartos disponíveis). Esperei elas irem embora, fiz mais algumas perguntas e fechei negócio.
Se eu fiquei com medo de ser um cara, fiquei sim. Mas o cara me pareceu tranquilo, com um discurso interessante (“não tem problema se quiser trazer gente aqui; eu viajo bastante a trabalho; como bastante fora; gosto de ficar na minha”, etc). E quanto à falta de vínculo, tive que decidir na minha cabeça se era bom ou ruim. Por um lado teria algum (?) respaldo com um contrato, mas para fazer contrato se gasta e alguns lugares exigem que você avise com 6 meses de antecedência que vai sair (como diz a lei italiana). Muitos pedem 2 meses, como aqui, mas aí é na gambiarra, e tudo depende do quanto seu senhorio tolera gambis. E se você arrumar alguém pra ficar no seu lugar, pode sair quando quiser.
Era para eu me mudar na hora, mas acabamos não conseguindo fazer cópia da chave porque era domingo e estava tudo fechado. Como meu checkout no albergue também era às 10h do dia seguinte, combinamos que eu iria lá essa hora. Ele queria que eu já pagasse os 2 meses de depósito para segurar o negócio, e de fato eu estava com medo de perder mais uma oportunidade. Pedi para, então, eu dar 1 mês só na hora, e no dia seguinte, quando me mudasse, desse o outro mês. Ele aceitou.
Quando chego às 10h e ligo pra ele, ele me diz que tinha tido um imprevisto e não estava em casa, e não tinha meu número. Para a gente se encontrar então às 13h. Imagina, já me caguei de medo, torcendo para não ter caído em nenhum golpe. Para meu alívio, às 13h ele cumpriu o combinado, fizemos a cópia da chave e eu levei minha bagagem. Uma mala média, uma pequena e uma mochila, todas MUITO pesadas. Fiz duas viagens, primeiro a pequena e a mochila, depois a grande. O pior foi subir 2 andares de uma escada íngrime com aquela mala de 20kg.
E aqui estou eu agora. Não é exatamente como os que gostei, mas é quase. Ainda tô receosa sim, em estar numa casa com um estranho. Aos poucos tô me ajeitando. Ainda não desfiz as malas, primeiro vou dar uma limpada aqui daqui a pouco. O que me alivia é ter um lugar “definitivo”, poder ter saído do albergue, não ter mais que me preocupar em avisar que vou precisar de mais dias, ficar sem geladeira e sem privacidade. E, sem dúvida, saber que posso trocar se quiser.
Enquanto essa pendência não acaba, cada dia é uma aventura. Marquei 3 quartos para ver. Vocês pode imaginar como é difícil ter de escolher um quarto sem conhecer nada (leia-se saber de cor as linhas de ônibus que passam por ali, saber se o bairro é mais ou menos perigoso, etc.) nem ninguém (leia-se ter que ativar a mil o sensor de maucaratice, espertalhice e, por que não, de chatice também, nos outros).
Isso significa ter que pesar várias coisas na hora de escolher, e estar preparado para repensar fatores que mudam de última hora. E depois de algumas andanças, já consegui ter um parâmetro do que dá pra achar.
Do que não consigo abrir mão: luz natural e um pouco de espaço. Digo isso porque o que tem de buraco, escuro e claustrofóbico não dá pra imaginar.
O primeiro: bairro legal, pessoas legais, a casa em si era interessante, tinha até um jardim no fundo, muito carina, quarto grande, mas… escuro. Ficava (meio que) no subsolo (bem comum por aqui), com só um vitrô para a rua (o chão da rua). Os outros 2 carinhas moravam um no andar de cima e o outro ficava no subsolo também, mas com um janelão para o jardim.
O segundo: bairro legal, casa interessante, quarto legal (a princípio achei um pouco pequeno, mas a luminosidade compensava muito), só achei meio esquisito porque moraria com uma senhora e o garoto que alugava o outro quarto (ela alugava os dois quartos para estudantes). Para quem estava pensando em morar com gente jovem e de mesmo, digamos, ritmo, fiquei um pouco receosa. Fui embora na dúvida mas tentada, e como tinha ainda outro para ver, fiquei de ver esse e me decidir depois do próximo (e chega!). Mesmo me cagando por abusar da sorte, mas, “ora, entre 3 horas não é possível que alguém já feche o ap.”
Fui ver o último do dia (ao lado do Ponte Vecchio), bairro legalzim (apesar de ser no centrão, onde tudo é mais caro e escuro por causa dos prédios juntinhos), uma galera muito legal, mas não para dividir ap. (era uma garotada animada, só meninos, e a casa era aquela zona heheh). O quarto era um pouco claustrofóbico, teto baixo, ficava no canto da planta, digamos (muito comum isso aqui). Janela grande mas – centro – quarto escuro.
Liguei para a pessoa do 2o quarto e levei um safanão do azar. A outra menina já tinha alugado o quarto e dado o dinheiro. Me senti uma idiota por não ter feito o mesmo. Voltei o caminho todo em lágrimas, lágrimas de ódio. Mais um que me encantei e miou.
De volta à mesa de projetos, vou ver outro amanhã.
Primeiro quero avisar que o pânico do primeiro dia, com o passar das horas e dos dias, foi passando. Já passeio pelas ruas dos arredores com mais segurança, apesar de ainda me perder o tempo todo (acho que as ruas mudam de lugar). Ma va bene. Já apreciei meus primeiros spaghettis e sorvetes.
Como sabem, a idéia de morar aqui significava alugar um quarto (óbvio, é o máximo que dá pra alugar). Já no Brasil comecei a procurar, mas acabei desistindo porque sem ver ao vivo era impossível, e um pouco de tempo anunciados e os quartos já não estavam mais disponíveis, então desisti de procurar por aí e esperei chegar aqui.
Entre o segundo e terceiro dia já vi alguns e fui à faculdade pra pegar alguns anúncios. Liguei na hora pra um deles e uma menina que ouviu a conversa me abordou, dizendo que procurava uma menina para um quarto vago. Na hora fui com ela ver o quarto e adorei tudo, simpatizei com ela e ela comigo, e fiquei de dar uma resposta depois já que já tinha marcado outras visitas.
Vi os outros, um pior que o outro. Na verdade, só buracos. À noite liguei pra ela e confirmei que ficaria com o quarto. Ela ficou tão feliz! E eu também. Ela disse que eu poderia mudar quando quisesse. Combinamos que eu mudaria no sábado e, enquanto isso, ela falaria com a dona do ap. pra perguntar se eu precisaria dar algum depósito. No dia seguinte (quinta), até liguei para adiantar a mudança para a sexta, e assim ficou.
Na sexta (hoje) de manhã, me liga ela dizendo que infelizmente a representante da dona disse que não queria alugar para estrangeiros, não entendi se mais por questões jurídicas ou mais porque “meus pais não estavam sequer na Itália”. Enfim, não havia nada que se pudesse fazer, nem falar diretamente com a mulher.
Resultado: eu perdi 2 dias achando que já podia ficar despreocupada com esse assunto, e tive que recomeçar a procurar. Hoje vi mais 3, amanhã tem mais 3.
O pior é a tensão de estar num albergue, tendo que pensar com antecedência quantos dias mais vou precisar e ter que avisar os donos daqui antes que haja alguma reserva (também pra não pagar um monte de dias e depois não usar).
AH, e ter prova de italiano no dia 1 e não ter um lugar tranquilo para me preparar. Vai ser na raça mesmo.
Nessa procura, tô passeando à beça. Já fui pra vários cantos da cidade. É legal – quando eu não estou em cima da hora e quando google maps não me sacaneia. Hoje ele (o google maps) me mandou pegar um ônibus num terminal que era numa espécie de rodoviária (não se usava o bilhete comum de ônibus). Apelei para o namorado gastar créditos no skype e reolhar o google maps pra mim e me dizer que ônibus pegar (porque o lugar aonde eu ia já não tinha no meu mapa turístico e tava difícil perguntar às pessoas “que ônibus pego pra ir pra essa rua aqui, ó?”)
Amanhã é um às 12h, um às 15h e um às 18h. Vediamo.
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Blog criado para contas as minhas aventuras em Florença, Toscana, Itália. Para quem ficou no Brasil poder viajar um pouquinho comigo, e eu com eles.